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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sete coroneis serão julgados no caso SAS

 

Julgamento será presidido pela juíza Maria Aparecida Cury, da Justiça Militar


Seis coroneis devem sentar no banco dos réus no dia 31 de agosto deste ano, quando serão julgados pelo suposto desvio de R$ 1,4 milhão do Serviço de Assistência Social da Polícia Militar (SAS/PM). Outro coronel será julgado posteriormente em processo à parte.

O caso será conduzido pela juíza Maria Aparecida Cury, que preside a Justiça Militar e quatro coroneis da Corporação, que vão compor o Conselho Militar. Como alguns dos réus são ex-comandantes, os quatro ex-comandantes mais antigos do que eles, que estão na reserva serão convocados para o julgamento.

As supostas irregularidades teriam ocorrido entre os anos de 2001 e 2005. Serão julgados os ex-comandantes da PM José Wilson da Silva, Arnóbio Veníssio Lima Bessa e Ben-Hur Gonçalves. Os três estão na reserva.

Também os ex-diretores do SAS, Pedro Paulo Kokay Barroncas, atual chefe-adjunto da Casa Militar; Amaro da Silva Júnior, atual diretor-financeiro e Raimundo Maia Filho, que hoje está na reserva.

Waney Raimundo Vieira Filho também seria julgado junto aos demais coroneis, porém como atualmente é secretário de Justiça e Cidadania, passou a ter foro privilegiado. O processo dele foi desmembrado e ele será julgado, em data ainda não marcada, por desembargadores.

O ex-soldado Evanilson Alves da Silva, apontado como o principal responsável pela fraude, foi o único a ser julgado e condenado. Também foi expulso da Polícia Militar. Ele cumpriu pena na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo. Silva trabalhava no setor de informática do SAS, onde eram feitos os pagamentos.

Os coroneis são acusados de infração ao artigo 303 do Código Penal Militar que quer dizer “apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse ou detenção, em razão do cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio”. A pena de reclusão é de três a quinze anos.

A Folha não conseguiu localizar os coroneis José Wilson da Silva, Arnóbio Veníssio Lima Bessa, Ben-Hur Gonçalves e Raimundo Maia Filho para que se pronunciassem sobre o caso.

O coronel Pedro Paulo Kokay Barroncas disse por telefone “que está com a consciência tranquila e que não tem nenhum envolvimento com o fato”. O coronel Waney Raimundo Vieira Filho disse que “é inocente da acusação e que só falará em juízo”.

Já o coronel Amaro da Silva Júnior também disse que é inocente. “Só trabalhei dois meses no SAS. Nesse tempo, não cometi nenhuma irregularidade, ao contrário, procurei fazer que funcionasse da melhor maneira possível. Confio na Justiça”, afirmou.

Fonte: Folha BV

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