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quinta-feira, 17 de maio de 2012

GO: Delegados em greve

 

Também em Iporá ocorre a greve de delegados. Ronaldo Pinto Leite, delegado agora de assuntos do Genarc e também na Delegacia Municipal, só atua em assuntos de flagrante. Os delegados de Goiás reclamam do governador Marconi Perillo sobre questão que diz respeito a valorização da carreira. Em nota no site do Sindicato de Delegados há explicação para o estado de greve, o qual dificulta até mesmo os trabalhos de investigadores e agentes policiais, já que o delegado só assina assuntos que dizem respeito a flagrantes.

NOTA AO CIDADÃO GOIANO

Cidadão (ã),

Os Delegados de Polícia do Estado de Goiás estão HÁ 07 (SETE) ANOS sem reajuste salarial. 

Na época do último reajuste, no ano de 2005, o salário mínimo era de R$ 300,00 (trezentos reais) e hoje, como

todos sabemos, é de R$ 622,00 (seiscentos e vinte dois reais). A cesta básica, o aluguel, o combustível, as mensalidades escolares, ou seja, o custo de vida em geral teve elevações significativas, mas o salário do Delegado continua o mesmo.

Os Delegados de Polícia, reconhecidos como carreira jurídica no ano de 2011, atualmente ganham menos da metade dos salários recebidos por promotores, juízes e outros servidores públicos considerados como tal. Como se percebe, o reconhecimento da carreira como jurídica não redundou em melhorias salariais e institucionais. 

A categoria tenta de maneira serena e ordeira há mais de 03 (três) anos uma saída para o impasse e sempre se depara com promessas não cumpridas e falta de respeito por parte do governo. Recentemente, o governo apresentou uma satisfatória promessa de reajuste aceita pela categoria, contudo, retrocedeu em seus termos sem uma explicação plausível, inclusive, reduzindo o número de vagas para o cargo de Delegado de Polícia, mesmo diante do vertiginoso aumento da criminalidade.

Cansados de esperar e cientes da única alternativa no momento para a conquista dos nossos direitos e valorização da nossa carreira, os Delegados de Polícia do Estado de Goiás resolveram, de forma ordeira e legal, iniciar um movimento grevista que visa compelir o governo ao cumprimento de suas promessas e possibilite um salário compatível com as responsabilidades e importância do cargo.

Contamos com a compreensão e apoio de todos ao nosso movimento.

O fortalecimento da Polícia Judiciária reverterá em benefícios à sociedade.

Wilson Luís Vieira

Waldson de Paula Ribeiro

Presidente do SINDEPOL

Presidente da ADPEGO


Fonte: Oeste Goiano

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