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segunda-feira, 14 de maio de 2012

PMRR: Juiz manda soltar cabo da Polícia Militar

 

Por: NONATO SOUSA

O cabo da Polícia Militar Nilsomar Ferreira da Silva, preso no começo do mês passado acusado de ter facilitado a fuga dos presos Cirilo Barros Ferreira e Josias Severino Chaves, na madrugada do dia 5 daquele mês, da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, está em liberdade desde o dia 24 passado. A decisão do magistrado foi publicada no Diário do Poder Judiciário. Cirilo Barros é acusado de matar o empresário Chico da Meta.

A prisão foi relaxada pelo juiz da 6ª Vara Criminal que, ao analisar os autos da prisão em flagrante do militar, entendeu que o procedimento estava irregular e expediu o mandado de alvará determinando que ele fosse libertado. De acordo com o promotor Ulisses Moroni, responsável pela 6ª Promotoria Criminal do Ministério Público Estadual, para onde o flagrante foi enviado para análise, no dia 18, ao apreciar o documento com poucas peças, ele decidiu por intimar o policial para ser ouvido na promotoria.

Na segunda-feira seguinte, Nilsomar foi levado até o Ministério Público onde prestou interrogatório ao promotor, interrogatório esse que foi gravado em áudio e vídeo. Na presença do advogado, ao contrário do que tinha ocorrido na fase policial, em que Nilsomar se negou a responder às perguntas do delegado e se reservou ao direto de só falar em juízo, o militar respondeu a todas as perguntas do promotor e mais uma vez, contrário à informação do flagrante de que ele havia confessado aos policiais que havia ajudado na fuga de Cirilo, o cabo negou qualquer participação no episódio.

Com relação ao dinheiro, mais de R$ 6 mil encontrados com ele, em casa, quando ocorreu a prisão, o cabo da PM alegou ao promotor que o montante era da sogra dele. Também negou que tivesse autorizado a entrada dos policiais na sua casa, como foi informado pela polícia, quando naquela oportunidade os policiais não detinham de um mandado judicial para entrar na casa.   
 
O promotor Ulisses Morone informou que, por se tratar de crime supostamente praticado por um militar que estava de serviço, portanto pode ser considerado crime militar, que tem sua legislação própria, encaminhou o flagrante ao juiz da 6ª Vara Criminal para que analisasse o mérito da competência, ocasião em que o magistrado detectou que a prisão do cabo estava irregular e mandou soltá-lo. Já a questão da competência criminal, se da Justiça comum ou militar, até a tarde de ontem não tinha sido decidida.

O promotor acrescentou que continua trabalhando no caso e encaminhou ofícios para as secretarias de Segurança e de Justiça e Cidadania do Estado, solicitando informações se há câmeras de monitoramento nas dependências do presídio onde aconteceu a fuga dos presos. Mas, até a tarde de ontem, apenas a Secretaria de Segurança havia mandando resposta, informando que não tinha gerenciamento sobre o sistema penitenciário local, o que compete à Secretaria de Justiça e Cidadania, a qual deve responder ao promotor. 

Ao falar sobre o procedimento policial que prendeu o cabo da Polícia Militar, o promotor disse que estava superficial. Informou que a autoridade policial não ouviu nenhuma testemunha do caso, não ouviu nenhum preso que estava na mesma ala onde Cirilo e Josias estava, além de não ter tomado o depoimento de nenhum agente carcerário ou outro agente que estava de plantão por ocasião da fuga dos presos.

Também não foram informadas, no documento, provas contundentes que corroborassem com a prisão em flagrante do militar, a qual  acabou por ser relaxada pelo juiz por falha no procedimento. Sequer os números dos telefones celulares que supostamente estavam na agenda do celular do policial investigado foram citados no flagrante.

Moroni frisou que, principalmente em casos de crimes assim que envolvam grandes interesses, a polícia deve atuar com segurança, cautela e principalmente na certeza para não ocorrer falhas e de repente deixar o criminoso solto. Enfatizou que, no caso em questão, o principal objetivo da polícia é capturar o fugitivo Cirilo, acusado de ser o pistoleiro que  matou Chico da Meta. 

Fonte: FolhaBV

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