segunda-feira, 1 de março de 2010

Coronel defende unificação de polícias

 

WILLAME SOUSA (FolhaBV)


O coronel Paulo Lhamas defende a unificação da Polícia Militar e Polícia Civil como mecanismo para otimizar os serviços e garantir ao cidadão uma segurança pública realmente efetiva. Esta junção traz à tona um tema polêmico que já vem sendo debatido no país, que é a desmilitarização da polícia.


Lhamas, juntamente ao presidente da Associação dos Policiais e Bombeiros do Estado de Roraima (APBM), Francisco Sampaio, foram entrevistados, na manhã de ontem, pelo administrador Marcelo Nunes, no programa Agenda da Semana, da Rádio Folha (AM 1020).

Ambos debateram sobre a segurança pública de Roraima, que nas últimas semanas tem evidenciado a necessidade de ações eficazes para coibir crimes comuns apenas em grandes centros urbanos, tais como sequestros.


“O ideal é a PM e Polícia Civil serem unificadas, formando uma nova polícia, com uma nova nomenclatura talvez. Mas não me refiro a uma unificação somente no papel, como se vê hoje em dia. A própria sociedade sabe que isto hoje só existe no discurso político”, afirmou Lhamas.


Embora tenha defendido a junção, quando questionado se é favorável à desmilitarização da polícia, algo que ocorreria com a unificação, ele evitou emitir posicionamento. No entanto, opinou que o modelo atual de gestão precisa ser mudado, para que a sociedade, não apenas de Roraima, mas dos demais estados do Brasil, disponha de uma segurança pública mais eficaz.


De acordo com o coronel, as muitas patentes existentes na PM dificultariam a comunicação entre os policiais e, consequentemente, atrapalharia o bom desempenho da entidade. Ele também não concorda que PMs tenham que se dedicar à realização de trabalhos administrativos, ao invés de estarem nas ruas fazendo trabalho ostensivo.


“A segurança pública não tem maior efetividade porque, de acordo com este modelo, dos 100 homens que saem formados apenas 30% vão para a parte operacional. Os outros vão para a atividade-meio ou trabalhar na banda de música, se tornam motoristas, vão atuar na parte administrativa, trabalhar em gabinetes ou até mesmo atuar em serviços gerais”, criticou.


Em relação aos que acham que a desmilitarização traria prejuízos à instituição, com o fim da disciplina e hierarquia, Lhamas opinou que tais preceitos não deixariam de existir com a mudança do modelo de gestão proposto por ele e outros militares de Roraima e do restante do Brasil. 


“Quando falo sobre militarização ataco o modelo de gestão, e não à disciplina e hierarquia, porque isto não precisa de modelo militar para existir, até em empresa privada existe esta necessidade e funciona sem precisar ser militarizada. Esta gestão está ultrapassada. Será que o cidadão prefere o PM na rua, ou tocando corneta quando o comandante entra e sai do quartel, ou batendo um bumbo ou clarinete na banda de música? Acho que esta estrutura existente hoje não dá para se manter mais”, afirmou.


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paulo jorge lhamas de souza junior                         Data: 17:00:25 - 01/03/2010

a verdade é para ser dita sé é assim que voce se chama ou pos esse nome com medo de revelar-se para a sociedade com medo de ser criticado, voce a firmou que o coronel é indisciplinado, é logico que ele é, e ele nao tem medo de assumir , mas por ele ser assim é que a policia no estado de roraima tem melhorado bastante, pois foi com a força de sua ideologia de levar a segurança de roraima ao nivel maximo que ele teve de agir desse jeito , pois é assim que se indentifica os vencedores, aqueles que nao tem medo de mostrar o que é A VERDADE SEJA DITA.


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Paulo                          Data: 15:00:05 - 01/03/2010

Parabéns Coronel Paulo Lhamas. Falando com inteligência e sensatez, o que é difícil de se ver. Parabéns!


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a verdade é para ser dita                         Data: 12:00:14 - 01/03/2010

Coronel o senhor fala muito bonito mais nos diga o que tem feito para tal mudança, mostre seu curriculum na parte operacional, pelo que mostra sempre foi burocratico, indisciplinado, gosta de trazer atençoes para si, a verdadeira sabedoria estar em ser humilde e praticar o que falar, será que aceitaria deixar a patente de coronel e na atual conjuntura apresentada igual a um sargento com os mesmo vencimento salarial, perguntar não tira pedaço.


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joaquim de sosa                         Data: 12:00:57 - 01/03/2010

Isso é uma pura verdade, o que nós vemos hoje, é uma ditadura disfarçada, nenhuma sociedade precisa de policiais truculentos e ignorantes, mas policiais letrados com conhecimento de leis e que saiba que a sociedade, que é o seu verdadeiro comandante.


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gustavo pessoa                         Data: 11:00:14 - 01/03/2010

Sou a favor de tudo que possa melhorar a aqualidade dos serviços prestados a população e que solucione ou amenize a questao da segurança publica, porem é evidente que uma situação dessas meche com o brio do coroneis que nao aceitam ser mandados por alguem de fora da corporação e por outro lado os policiais civis que se consideram intelectualmente superiores, se conseguirmos resolver esses problemas com certeza teremos uma policia 100% melhor!!!


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Luana Coutinho                         Data: 10:00:38 - 01/03/2010

Coronel, se alguns oficiais tivessem esse mesmo pensamento, com certeza, todos ganhariam, a segurança pública em um todo e toda a sociedade.Falam tanto de Hierarquia e Disciplina, mas é só olhar para trás que veremos que eles mesmo quebram o que valorizam. Abraços e Parabéns pela luta!!!!


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Biró                         Data: 09:00:06 - 01/03/2010

Apoio de forma irrestrita que haja a união das duas policias, pois, se o sistema prisional de Roraima não está totalmente nas mãos dos presos atualmente é por que há lá a força tarefa GET/pm-Agentes carcerários. As deficiências existente é resultado de anos sem devido investimentos e ainda atendimento de desejo de presos de forma reprovavél como ocorreu atualmente na PA em relação não concordarem os nunca educados, reeducandos, que continuasse trabalhando lá um agente carcerário que cismaram de não quererem mais tirando plantão, em virtude de que em algumas revistas o agente sempre como os demais ter encontrado alguns ilícitos . Pode? é o poste mijando no cachorro.


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Fablicio Mariano                         Data: 09:00:36 - 01/03/2010

seria como a policia dos EUA, eles formados com uma herarquia nos moldes militar mais nao militar como nos conheçemos aqui no brasil.lá nos EUA começa como um oficial de policia, depois sargento, tenente e capitao, os oficiais de policia trabalham com uniformes (ostensivo)e os sargentos como detetive ( mas se o sargento nao quiser ser detetive ele pode estar na ostensiva tbm) e os tenentes parte burocratica da policia. Ou seja a policia ameriaca (como todas as policias do mundo inclusive portugal que dotou recentemente esse modelo) seguem um padrao militar mao nao e militarizada como as forçar armadas. quase todos os paises democraticos e em desenvolvimento como que é o Brasil nao precisa de uma policia militarizada e truculenta como se estivessemos em uma ditadura militar precisamos de uma policia inteligente, forte (porque estaria unida) assim funciona. concordo com este coronel

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