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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Dossiê mostra precariedade de delegacias

 

No Plantão Central 2, o quadro de energia sofreu curto-circuito e a rede oferece risco à integridade física dos servidores


Por: VANESSA LIMA


A precariedade na estrutura física das delegacias é uma constante reclamação de servidores e até da própria população atendida nas unidades policiais. O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Roraima (Sindpol/RR) afirma que, além do problema de infraestrutura, os agentes estão trabalhando em ambientes insalubres. A entidade fez um levantamento da atual situação das delegacias.

No Plantão Central 2, onde funcionava a antiga Delegacia de Defesa da Mulher, a fossa estourou e está exalando odor pela unidade. O prédio é antigo e apresenta vários problemas, inclusive na parte hidráulica e elétrica. A estrutura seria da década de 80. Muitas infiltrações podem ser visualizadas, ocasionando até a incidência de mofo.

Existem ainda diversas reclamações com relação ao 4º Distrito Policial, onde funciona o Plantão Central 1. A caixa d`água estaria sem tampa. O Sindpol informou que há cerca de um mês morreu um pombo dentro do reservatório, deixando a água imprópria para o consumo.

“A geladeira que tinha lá o delegado botou o cachorro morto dentro e inutilizou o equipamento. Os policiais têm que trazer água de casa e tomar natural. As centrais de ar estão sem manutenção e com vazamento. O telhado e forro estão danificados devido as infiltrações. Não tem um local apropriado para armazenar as motos apreendidas que estão amontoadas nos corredores com combustível, apresentando risco iminente de explosão”, destacou o presidente do Sindipol, José Nilton Pereira.


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A Delegacia da Infância e Juventude (DDIJ) funciona atualmente no prédio onde antigamente estava instalada a Delegacia Geral de Homicídios, no mesmo terreno do 3º Distrito Policial, no bairro Santa Teresa. Parte do muro lateral da DDIJ caiu. Além disso, o prédio está, entre outras, com a instalação elétrica comprometida. Mês passado foi registrado um princípio de incêndio no local.    



imageNo NRCASP, os equipamentos estão corroídos pela ação do tempo e falta espaço para atender ao público.


As delegacias dos Municípios de Iracema, Caracaraí e Pacaraima são as do interior do Estado que estão em piores condições, conforme apontou o Sindpol. Em Iracema, a delegacia estaria funcionando em uma casa alugada sem qualquer estrutura de segurança. “A cela é um pedaço de ferro chumbado à parede”, destacou José Nilton.


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No Município de Caracaraí, a delegacia está instalada nos fundos do Batalhão da Polícia Militar. “Não há banheiro para os policiais e até para os presos e cidadãos. A cela também é uma barra de ferro chumbada à parede onde já aconteceu de preso fugir quando estava sendo escoltado ao banheiro levando inclusive a barra de ferro”, informou. O banheiro fica distante cerca de 100 metros da sala da unidade.


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No Plantão Central 1, os itens apreendidos estão amontoados pelos corredores, com salas que não oferecem nenhuma segurança.


Apesar de ser um Município de fronteira e necessitar de um cuidado maior por parte do Estado, a situação da delegacia de Pacaraima não é diferente. Em 2010, os próprios policiais lotados na unidade teriam lacrado o prédio onde funcionava a unidade policial por não haver a mínima condição de trabalho. A delegacia funciona também em salas cedidas no Batalhão da PM no Município.

“A estrutura da Polícia Civil é a mesma. Há anos o policial trabalha na forma do improviso. A Polícia Civil não tem sequer um planejamento estratégico para construir e recuperar as unidades policiais. Acreditamos que falta vontade dos gestores públicos, por que recursos a Secretaria Nacional de Segurança Pública disponibiliza”, comentou Mariano Melo, secretário geral do Sindpol.

Sem condições de trabalho, os policiais acabam sendo penalizados duplamente. “Primeiro por ter que trabalhar em ambiente insalubre e inadequado para a atividade policial. E segundo, quando ocorre uma fuga, o policial ainda vai para a Corregedoria responder a procedimento. É a inversão dos papéis de quem deve ser o mantenedor da estrutura e o agente público que tem que prestar o melhor serviço dentro das condições oferecidas”, completou José Nilton.

OUTRO  LADO – A Secretaria Estadual de Segurança Pública e a Polícia Civil informaram que têm buscado trabalhar de forma integrada levantando as necessidades das unidades do Estado. Há um projeto de construção de novas delegacias e de reforma das atuais.
Conforme a assessoria de comunicação da Sesp, o prédio onde funcionava a DDIJ passa por uma reforma. Assim que os trabalhos forem concluídos os Plantões Centrais 1 e 2 deverão serem transferidos para o local.  

O prédio da antiga DDM, onde funciona o Plantão Central 2, será demolido para dar lugar a uma nova estrutura. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) será transferida para o prédio. Já existe recurso captado para a construção.

Com o anúncio da construção de um novo complexo para a polícia técnica e da Polícia Civil feito pelo governador Anchieta Júnior, muitos problemas de infraestrutura deverão ser sanados. A previsão de entrega é para a metade do ano que vem.

A nova sede da Delegacia Geral de Polícia vai ser construída nesse complexo. Todos os departamentos de polícia que funcionam na sede da Sesp também vão funcionar no local, assim como as delegacias especializadas que não têm sede própria.

Com relação as unidades do interior do Estado, a assessoria informou que estão sendo captados recursos para construção das delegacias de Pacaraima e Caracaraí inicialmente. Mas, de acordo com a assessoria, o foco da Sesp e da Polícia Civil é melhorar a estrutura de todas as delegacias.


Fonte: FolhaBV

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