Material para Concurso de Sargentos

terça-feira, 1 de março de 2011

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 

O Deputado Estadual Soldado Sampaio (PC do B) vem à sociedade roraimense trazer reflexões sobre o julgamento do Soldado Policial Militar que foi acusado de ter efetuado disparos de arma de fogo contra seu colega de trabalho - um Capitão da PM/RR – o que culminou em uma condenação de mais de 12 anos.

Por princípio familiar e em decorrência da formação cristã, sou contra todo e qualquer ato que infrinja a legislação vigente por parte de quem quer que seja, inclusive de praças e o/ou oficiais militares.

Tenho a convicção de que o fato de não ter a intenção de matar não isenta totalmente a responsabilidade de um acusado, seja ele Militar ou Civil. Mas, por outro lado, é de se estranhar a celeridade nunca antes vista num processo desta envergadura, quando a sociedade tem conhecimento da existência de alguns processos graves contra alguns oficiais e que estão estagnados nas prateleiras do esquecimento sem que haja o mesmo empenho desse processo específico ora concluído.

Por exemplo, em 2009 acompanhamos pela mídia que um Coronel da Polícia Militar roraimense - que já havia ameaçado um soldado no ano anterior - agrediu um Tenente-Coronel com um soco no rosto, mesmo assim, ele foi mantido no cargo de Comandante-Geral da corporação e seu processo foi extinto devido a sua morte. Observamos também que o processo do Sargento acusado de assassinar um Soldado da mesma farda e o dos Coronéis acusados de desviar dinheiro do SAS/PM/BM ainda não foram concluídos.

Diante dessas comparações, resta-nos indagar: por quê nos casos citados acima não houve e não há o mesmo empenho em dar celeridade aos tramites para levar os envolvidos à julgamento nos rigores da lei como em relação ao caso do Soldado que é bem mais recente?

Por outro lado, por mais que se tente reduzir a carreira do Soldado envolvido no episódio a escândalos, a agressões e a abuso de autoridade, estes fatos não terão êxito em esconder a relevância de seu trabalho inteiramente dedicado à Briosa Corporação – o que é devidamente comprovado pelos extensos elogios constantes em seus assentamentos funcionais – porém, o peso da consequência de suas ações deve ser sentido em sua devida proporção.

Pelo exposto, convido a todos a refletirem com responsabilidade ao conjecturarem sobre quem teve razão no vergonhoso episódio. Como ainda inexiste sentença transitada em julgado, solicitamos a quem deve julgar a imparcialidade esperada, como deve ser num Estado Democrático de Direito e não em um processo kafkariano.

SOLDADO SAMPAIO
Deputado Estadual

Fonte: www.soldadosampaio.com.br

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