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terça-feira, 10 de maio de 2011

APESAR DO ACORDO, EXCESSOS DE MILITARES SERÃO PUNIDOS; PROMOTOR DE JUSTIÇA FOI RENDIDO DURANTE PROTESTO SOB MIRA DE ARMA DE FOGO


Greve da Polícia Militar

Apesar do acordo firmado entre representantes da Associação dos Familiares de Policiais Militares (Assfapom), parlamentares estaduais e o Governo de Rondônia, todos os excessos cometidos durante os dois dias de protestos na PM serão punidos, garantiu na tarde desta segunda-feira o secretário de Segurança, Defesa e Cidadania, Marcelo Bessa. Para ele, a greve é ilegal, mas o movimento pedindo melhorias à corporação até pode ser entendido como justo. Mas a forma como é conduzido tais protestos podem levar ao crime militar, sujeito a penas que variam até 20 anos de prisão, explicou o secretário, lembrando de cenas absurdas dos policiais empunhando armas na frente dos batalhões, obrigando coercitivamente os colegas a aderirem ao movimento, apreendendo, inclusive, viaturas.



Dois casos graves foram registrados durante os dias de manifestação. O repórter Herivelton Rodrigues Palma foi agredido ao cobrir o bloqueio da BR-364 em Candeias do Jamari. Ele levou coronhadas e foi obrigado a apagar as imagens de sua câmera fotográfica. Um promotor de Justiça também sofreu com a violência dos policiais grevistas. Ele foi agredido sob a mira de pistolas e obrigado a deitar no chão. O procurador-geral nomeado Heverton Alves Aguiar conversou com o secretário Marcelo Bessa sobre o episódio e revelou que há gravações de toda a intervenção dos militares. O caso está sendo investigado pelo MP e a Secretaria de Defesa e Cidadania (Sesdec). O nome do promotor não foi divulgado.

O governador Confúcio Moura (PMDB) estranhou o recomeço da greve, um dia depois dos próprios militares decidirem brigar administrativamente por novas conquistas. Não houve item novo na pauta de reivindicações, esclareceu o chefe do Executivo. Nada foi descumprido, mas há determinadas situações de que dependem da Assembléia Legislativa e estudos da equipe de Planejamento e Finanças para serem implementadas. “Os compromissos serão honrados. Os pleitos que foram conhecidos por mim durante a campanha foram submetidos a Assembléia Legislativa e aprovados no primeiro mês, como a leis das promoções e a extinção de classes, grandes anseios da corporação”, enfatizou o governador.

Movimentação política

O governador Confúcio Moura não descartou incitação política por trás desses movimentos da Polícia Militar. “Tudo é possível de acontecer. Mas não tenho dados concretos que comprovem essa incitação política para desestabilizar o Governo e a ordem pública. O chefe do Executivo entende que não houve excessos e nem descumprimento dos acordos firmados com os militares e, portanto, não vai divulgar nota oficial alguma. “Nossa única ação militar foi o cerco de proteção aos batalhões, quem estava dentro só podia sair e não entrava mais. A ação foi no sentido de proteger o patrimônio para que no futuro o patrulhamento não fosse prejudicado”, esclareceu.

 

Fonte: RONDONIAGORA

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