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quinta-feira, 24 de maio de 2012

POLICIAIS SAEM INSATISFEITOS DE REUNIÃO DA COMISSÃO


Nesta terça-feira (22/05), ocorreu uma reunião entre a Associação dos Policiais e Bombeiros Militares de Roraima (APBM/RR), a Comissão de Administração, Segurança e Serviço Público e a Polícia Militar, na figura do Comandante do Policiamento da Capital (CPC), coronel Rosael da Silva Dias e do seu Subcomandante, o tenente-coronel Raimundo Barros Oliveira. Os integrantes da comissão presentes, o presidente Dep. Jean Frank, e os membros Dep. Soldado Sampaio e o Dep. Coronel Chagas tiveram participação efetiva na mesma, porém a associação não saiu satisfeita da sala de reuniões.

Segundo a APBM, na referida reunião não foi franqueada a fala aos integrantes do Colegiado Geral. “Eu estou indignada com a forma descortês com que fomos tratados durante esta reunião. O comandante do CPC falou juntamente com seu assessor, expuseram que as escalas de serviço da capital estão mais folgadas do que prevê a constituição – porem ninguém viu o corpo do referido documento”, afirmou Quésia Mendonça, Coordenadora-Geral da APBM/RR.

A intenção da entidade é que a atual escala de serviço, que dentre outras coisas é incompatível com o serviço de radiopatrulhamento, deixe de ser aplicada. “Não há como se manter uma boa qualidade de serviço prestado ao cidadão; ao mudar a escala a sociedade sai ganhando”, disse Quésia.

Os coordenadores da associação ficaram insatisfeitos, pois, além da forma evasiva com que os representantes da Polícia Militar expuseram as informações, houve uma situação desconfortável devido à colocação do Dep. Coronel Chagas. “Chagas afirmou que existe uma relação entre publicações em nosso Blog e os disparos contra a casa do comandante da APBM. Ele também afirmou que existe um histórico de ocorrência de disparo de arma de fogo contra vitrines de lojas durante o Movimento Reivindicatório ocorrido em 2009”, completou Quésia.

A Coordenadora-Geral afirma que antes da reunião solicitou ao Dep. Jean Frank, que orientasse que não fosse tratado de assuntos alheios ao da pauta, bem como não se falasse sobre o malfadado atentado – da mesma forma com que a associação também foi orientada em reunião anterior pelo mesmo.

“Nós vamos requerer cópias das gravações de áudio e vídeo, queremos que os acusadores provem a autoria do crime”, adiantou a APBM.

A entidade de classe, durante as duas reuniões esteve com uma representação da categoria, dos familiares e amigos dos militares estaduais. O Sr. Claiton Rodrigues, esposo de PM deixou claro que “existe uma mobilização de um novo movimento reivindicatório; queremos substituição do comandante do CPC e que as escalas dos policiais não ultrapassem 40 horas semanais”.

A APBM já liderou em 2009 o Movimento Reivindicatório em que houve uma paralisação de 21 dias dos serviços da PM; outro movimento realizado pela entidade foi o Polícia Legal, no qual em 2010 os policiais só realizavam suas atividades se houvesse plena conformidade com as legislações, ou seja, se as viaturas estivessem com licenciamentos vencidos, sem extintor ou sem qualquer outra exigência da lei – os militares se recusavam de tirar o serviço.

Já existe uma preparação da APBM de outras formas de manifestar, porém a realização de uma Operação Padrão não está descartada, pois, segundo a coordenadora, não haverá descanso de sua gestão enquanto a situação não for resolvida.


Associação dos Policiais e Bombeiros Militares de Roraima – APBM/RR

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