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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Viaturas de programa antidrogas são utilizadas em serviço administrativo

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Viatura do Proerd estacionada no pátio do Comando da PM


VANESSA LIMA

Um oficial da Polícia Militar (PM) denunciou o desvio de finalidade de duas viaturas – um carro e uma moto – adquiridas por meio de convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para emprego nas atividades do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), desenvolvido pela instituição militar.

Conforme informações, o automóvel Sandero está sendo utilizado no Comando Geral da PM para serviços administrativos e a motocicleta, para a entrega de documentos, ficando, inclusive, sob a guarda de um civil que trabalha como office boy na instituição. A Folha flagrou o veículo estacionado no pátio do comando.

“Estão usando indevidamente essas viaturas que foram compradas para um fim, que são as ações do Proerd. Vieram para o Estado dois automóveis, duas motos e um furgão Kangoo, e foram distribuídas duas destas viaturas para o Comando da PM. Isso é desvio de finalidade, configura improbidade administrativa”, destacou o oficial, que preferiu anonimato.

O oficial afirma que as duas viaturas nunca foram utilizadas pelo Proerd, apesar de estarem caracterizadas com adesivos do programa. “As viaturas deveriam estar no local para o qual foram determinadas. A motocicleta é usada em tempo integral pelo civil que trabalha no Comando. Tem outros materiais do Proerd sendo utilizados lá, não são apenas as viaturas”, informou.

A sede do projeto é no Comando de Policiamento do Interior (CPI) da PM. O Proerd é um programa ministrado por policiais militares que há 11 anos é desenvolvido no Estado. Atende a 100% das unidades de ensino estadual e por ano forma cerca de 10 mil multiplicadores.

“Eles necessitam das viaturas para serem empregadas nas atividades que são realizadas em toda a capital e está sendo utilizada indevidamente pelo Comando da PM”, criticou o oficial, que pediu atenção dos órgãos federais nesta situação.

Ele fez comparações de casos. “Isso é igual a verbas que vêm para os municípios para serem empregadas, por exemplo, em obras de saneamento e são utilizadas em obras de pavimentação. É a mesma irregularidade e nada é feito”, disse.

OUTRO LADO – O coronel Gleysson Vitória, comandante da Polícia Militar, se limitou a dizer que as viaturas estão dentro do sistema de segurança do Estado atendendo as necessidades.

“Todas as viaturas adquiridas estão dentro do sistema de segurança pública do Estado. O fim é a segurança pública e o objetivo é a segurança da população roraimense, por isso o uso é, sim, legal”, destacou o comandante. 

Fonte: Folha de Boa Vista

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