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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Policiais militares enfrentam sobrecarga de trabalho

 

Quésia acredita que mesmo tendo a remuneração pelas jornadas extras de trabalho, não é vantajoso para o policial

A jornada de trabalho dos policiais militares está gerando polêmica. Na tarde de ontem, representantes da categoria procuraram a Folha para tornar público o que está acontecendo dentro da corporação militar. A Coordenadora Geral da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares, Quésia Mendonça, afirmou que a mudança na escala de trabalho chega a ser desumana tendo em vista que já existem casos de policiais que estão enfrentando problemas familiares por não conseguirem conciliar as atividades em razão da sobrecarga de trabalho atual.

Hoje, conforme documento oficial elaborado pela Associação,  com o novo posicionamento do Comando de Policiamento da Capital (CPC), os policiais que estavam trabalhando 24 horas por 72 horas de folga, ao completar as primeiras 48 horas de folga o militar está sendo escalado para um “serviço voluntário”, caso ele não seja voluntário, seria escalado para um serviço extraordinário.

A APBM/RR afirma que tal decisão por parte de gestores da administração pública tem ocorrido devido à omissão do Comando Geral da Polícia Militar em normatizar a jornada de trabalho, conforme previsto no Estatuto dos Militares do Estado de Roraima. “A Lei Complementar nº 194/2012 dá o prazo de até 180 dias para a devida normatização, porém a segurança dos cidadãos e o prejuízo da tropa são imperativos”, diz trecho do documento.

Quésia acredita que mesmo tendo a remuneração pelas jornadas extras de trabalho, não é vantajoso para o policial. “Não adianta receber um vencimento razoável - o que não é o caso - se não há tempo suficiente para gozá-lo, até os cães e cavalos da PMRR têm seus períodos de descanso respeitado”, completa.

Atualmente existe uma preocupação forte da entidade que representa os policiais em sua condição de direito e respeito quanto à rotina de trabalho. A apreensão do Colegiado Geral da associação é que alguns casos intrigantes ocorridos no passado (a associação não especificou as datas)  comecem a se repetir; casos como de um policial que matou o colega de farda, de um militar que trocou tiro com guarnição da Polícia Rodoviária Federal deveriam estar longe da memória. 

Outros casos são recorrentes, como o de alcoolismo, de dependência química e de violência doméstica. “O que não só traz prejuízos ao servidor, como também de suas famílias”, detalha a representante.  Uma das alternativas apontadas pela Associação para minimizar a sobrecarga de trabalho seria a realização do concurso público para aumento de efetivo na Policia Militar de Roraima.   

A Coordenação Jurídica da APBM/RR disse que a representação dos policiais militares irá procurar a Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados de Roraima (OAB-RR) e a mesma comissão dentro da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) na tentativa de encontrar solução para que prejuízos de ordem maior sejam evitados.  

OUTRO LADO – O chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Rosael da Silva, disse que esta medida é uma maneira de fazer com que a Polícia Militar se torne mais presente na vida do cidadão, com ações mais planejadas e em diferentes pontos da cidade. O coronel afirmou ainda que a decisão é legal e que  obedece ao Estatuto da classe. 

Além disso, ele explica que as horas trabalhadas em regime de serviço voluntário são acrescidas à remuneração mensal do policial.  O coronel reconhece ainda a necessidade da realização de concurso público para que o efetivo aumente e tanto o policial quanto a sociedade não sofra. (T.R.)

Fonte: FolhaBV

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