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quinta-feira, 21 de junho de 2012

“Não há necessidade de importarmos criminalidade”, critica APBM


A Associação dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado (APBM) detalhou a situação do Centro Sócioeducativo de Roraima. Segundo a entidade, no último dia 5, os adolescentes M.H.G.C. e D.X.T. foram apresentados no CSE em cumprimento a acordo entre o Governo do Estado de Roraima e a Unidade do Amazonas. Já no dia 15, foi transferido N.S., o qual, segundo a associação, é conhecido por exercer forte liderança sobre menores e adolescentes internos e externos de sistemas correcionais.

Diante do caso, a Apbm manifestou preocupação frente à insegurança causada pela presença dos novos internos na única unidade de recuperação de menores e adolescentes infratores de nosso Estado.

Para Quésia Mendonça, coordenadora-geral da Apbm, “não há necessidade alguma de ‘importarmos’ problemas, criminalidade ou infração de outros estados, aqui mesmo em Roraima já temos muito o que resolver”. A coordenadora tratou o caso como ‘novo investimento do CSE’ e disse que o resultado inicial disso será a inflação da criminalidade na capital boa-vistense.

“O sistema amazonense sofreu uma tentativa de resgate destes reeducandos, agora aquele Estado tenta transferir um problema que a sociedade roraimense não ajudou a produzir. Nós não temos as mínimas condições para manter a segurança desses infratores muito menos a dos agentes da lei”, afirmou a APBM. O histórico dos mesmos é de que numa rebelião comandada pelos adolescentes houve um homicídio.

Outro fato de preocupação para os policiais é o suposto envolvimento de um dos transferidos em 14 homicídios e possível relação do trio de jovens com narcotráfico e tráfico de sete fuzis.

A associação afirmou que o CSE tem uma Norma Geral de Ação (NGA), de 2008, a qual normatiza a atuação, efetivo da polícia militar e outras peculiaridades do serviço ostensivo realizado na unidade. Na mesma consta que o previsto é o quantitativo de seis militares de serviço, sendo que todos os dias são escalados três para realizarem mesmas atividades, o que corrobora para a ocorrência de fuga. “Até mesmo na guarda do Conjunto Executivo [morada do governador e dos membros do primeiro escalão do governo] existem mais policiais trabalhando”, completou Quésia, que deixou claro que a solução para esse fato será possível com a manifestação do Ministério Público em prol de imediata realização de concurso público.

Quésia ainda afirmou que após a chegada dos novos internos no CSE houve um princípio de rebelião com um sócio-orientador como refém. Na ocorrência a reivindicação dos mesmos era que ficassem em mesmas celas, “o que foi atendido depois de muita pressão. Os policiais militares tiveram as suas atuações prejudicadas, pois seus rádios de comunicação (HT’s) estavam defeituosos e tinham apenas revólveres calibre 38”, relatou..

Fonte: FolhaBV

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